Apresentação

Historial

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A Casa do Povo da Vila de Prado, situa-se na freguesia da Vila de Prado, no Largo Comendador Sousa Lima, adjacente a uma ponte romana com mais de 500 anos e perto das águas do rio Cávado.
Instituição de Utilidade Pública
A instituição foi fundada, por alvará, em 20 de Abril de 1943 com o suguinte corpo social:
Direcção
Presidente - Sr. Quirino Torres Soares
Secretário - Sr. Avelino Precioso
Tesoureiro - Sr. Augusto Oliveira
Mesa da Assembleia Geral
Presidente - Sr. Dr. Francisco António Gonçalves
1º Vogal - Sr. António Quirino Torres Sousa Lima
2º Vogal - Sr. Carlos Sousa

1943 a 2013

Presidentes de Direção
Sr. Quirino Torres Soares (1943 a 1955)
Sr. José Manuel Fernandes Gomes (1955 a 1971)
Sr. Francisco Vieira (1971 a 1980) e (1984 a 1987)
Sr. Valdemiro Macedo Couto (1980 a 1984)
Sr. António José Rodrigues Oliveira (1987 a 2005)
Sr. Armamdino de Araújo Carvalho (2005 a .....)
Presidentes da Assembleia Geral
Sr. Francisco António Gonçalves (1943 a 1955)
Sr. António Pereira Lima (1955 a 1959)
Sr. Gaspar Fernandes Queirós (1959 a 1960)
Sr. Manuel Lima Peixoto ( 1959 e 1962 a 1973)
Sr. Francisco Vieira (1960 a 1962)
Sr. Padre Severino Pereira Fernandes (1971 a 1984)
Sr. Alfredo Lopes de Sá (1984 a
Sr. Bento Ferraz Gomes de Faria (1988 a 1993 e 2003 a 2005)
Sr. José Lemos Gonçalves (1993 a 1996)
Sr. António José Zamith Soares Rosas (1996 a 2003)
Sr. José António Zuzarte Pacheco Queirós (2005 a ......)

Esta Casa do Povo abrangia as freguesias vizinhas de Santa Maria de Oleiros e São Miguel de Soutelo, passando na década de oitenta, a expandir os seus benefícios para as freguesias da Lage e Atiães.
A Casa do Povo tinha por finalidade desenvolver actividades de carácter sócio-cultural de forma a contribuir para a resolução dos problemas da população. Com vista a alcançar o objectivo proposto cabia à Casa do Povo promover não só o apoio à infância e terceira idade, mas também desenvolver acções de animação sócio-cultural e ocupações de tempos livres assim como fomentar a participação das populações nas acções conducentes à satisfação das necessidades e melhoria da qualidade de vida da comunidade envolvente.
Tal como se verifica com as restantes Casas do Povo que emergiram, nos meios rurais de todo o País, a Casa do Povo da Vila de Prado era uma organização coorporativa, isto é, de cooperação social e de enquadramento de trabalho não diferenciado, sendo composta não só por trabalhadores rurais e sócios contribuintes, como por proprietários que com eles conjugavam esforços visando a defesa de interesses gerais. Poder-se-á concluir que a Casa do Povo era, e é, a expressão de um núcleo humano da freguesia rural com responsabilidades sociais, nomeadamente através da cooperação social, da representação dos trabalhadores, mas também das previdências e assistência, da educação e, por fim, do fomento local.
De forma a responder ao apelo da Junta Central das Casas do Povo formulado em 1947, desenvolveram-se esforços em parceria com a direcção a fim de conseguir a aquisição do edifício, que se encontrava em regime de arrendamento desde a sua fundação, o que sucedeu a 30 de Setembro de 1969, com o Sr. Francisco Vieira na presidência.
No campo da previdência e da assistência, a partir da década de 80, a Casa do Povo da Vila de Prado desenvolveu uma progressiva expansão de benefícios, abrangendo sócios efectivos (283) e sócios contribuintes (410), cuja situação económica se justificava, através da criação de um fundo de pensões de velhice e de subsídios pecuniários em caso de doença ou de morte do trabalhador.
Paralelamente, solidificou-se a assintência, culminando com a implantação de um posto médico a cargo da Srª D. Maria Amélia Alves Santos. O posto médico passou a espalhar benefícios, entre as populações que servia, reconhecendo-se a sua mais valia até 1987, ano em que cessou a sua actividade.
No que se refere à instrução, a tendência desta prestigiosa instituição era privilegiar a área educativa nas suas actividades, remota ao ano de 1851. Esta vertente focava dois pólos, o desporto e o ensino.
Fundou-se um grupo de animação desportiva que leccionava desporto escolar aos alunas da primária, de todas as escolas da Vila de Prado. Esta actividade não visava, exclusivamente, a promoção do exercício corporal mas privilegiava, princialmente, a correcção de posições e movimentos a que o organismo tendia a habituar-se. A iniciativa viria a ser posteriormente suspensa pelo Delegado Escolar. Actualmente, todas as crianças que frequentam o Jardim-de-Infância da Casa do Povo podem usufruir de aulas de ginástica, natação e de ballet. A Instituição promove ainda, em colaboração com o INATEL, aulas de ginástica feminina para séniores, duas vezes por semana em horário pós-laboral. Por último, valorizando a tradição e a interacção entre gerações a Casa do Povo da Vila de Prado, fundou no ano de 2008 o Rancho Folclórico da Casa do Povo da Vila de Prado, aberto a toda a comunidade, tendo como director artístico o Sr. Armando Machado.
Na década de 50, com o intuito de combater o analfabetismo dos adultos, organizaram-se cursos nocturnos, onde eram leccionadas aulas para lhes proporcionar formação. Mas foi em 1982 que a vertente educacional, desta instituição, foi substancialmente reforçada com a criação de um Jardim-de-Infância. Esta valência começou com 40 crianças, com idades compreendidas entre os dois e os seis anos, sendo actualmente frequentada por 95 crianças,distribuidas por quatro salas.
Em Setembro de 1986 foi criada a valência A.T.L. (Actividades de Tempos Livre) com a finalidade de promover actividades em horário extra-escolar e em período de férias escolares, sendo um espaço lúdico-pedagógico. Actualmente, esta valência abrange 102 crianças, com idades compreendidas entre os seis e os doze anos.
Posteriormente, iniciaram-se aulas de música, com 9 crianças e a "Aliance Française" com 15. Hoje as aulas de música são frequentadas pelas crianças do Jardim-de-Infância e têm lugar uma vez por semana. No que se refere à "Aliance Française" a sua actividade cessou, mas tendo em conta a importância da língua inglesa na nossa sociedade, as crianças têm, desde Setembro de 2005, a possibilidade de frequentar aulas de iniciação a esse idioma, ministrada pela escola "The Kids Club-English is Fun", que tem o reconhecimento da «Cambridge University».
A Casa do Povo foi dando grade apoio a iniciativas locais, nomeadamente através da publicação de um jornal local, o Jornal da Vila de Prado, que se iniciou na primeira metade da década de noventa, até ao ano de 2004, altura em que foi suspenso. Paralelamente a instituição tem prestado apoio a um autor da região, o professor José Fernandes Silva, na publicação de livros de poesia e de música da sua autoria.
Com o Programa da Rede Social criada pela resolução do conselho de Ministros, de 19 de Novembro de 1997, num contexto de afirmação de uma nova geração de políticas sociais activas, baseadas na responsabilização e mobilização do conjunto da sociedade e de cada indivíduo para o esforço da erradicação da pobreza e da exclusão social em Portugal, a Casa do Povo da Vila de Prado integra a Comissão Social Inter-Freguesias da Área Sul do Concelho, desde 2002, aquando da sua fundação. A Comissão abrange entidades públicas e privadas que dela quererão fazer parte, das freguesias de Cabanelas, Oleiros, Lage, Cervães, Soutelo e por último da Vila de Prado.
Desde trabalho em parceria resultaram, pricipalmente a elaboração de um diagnóstico social, a fundação do "Centro Solidário" em 2008. O Centro Solidário nasceu das necessidades sentidas em termos de ajudas técnicas para as camadas mais desfavorecidas na população das freguesias pertencentes à Comissão. Assim através de um trabalho em parceria entre as direrentes instituições e a cedência de pessoal técnico das mesmas, o Centro Solidário disponibiliza ajudas técnicas (camas articuladas, cadeiras de rodas,.....) às pessoas economicamente mais desfavorecidas.
Em 1992 a Casa do Povo adquiriu o prédio contíguo, (onde funcionava o restaurante "A Nave") aos herdeiros da D.Aurora
Em 2001/2002, com o Sr. António Oliveira na presidência, o edifício foi alvo de avultadas obras de remodelação, de modo a melhorar as condições das instalações da instituição, tendo sido inaugurada no dia 27 de Julho de 2003 pelo Exmo. Sr. Dr. António Bagão Felix "Ministro da Segurança Social" e com a presença do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde - Engº José Manuel Fernandes. Destas obras resultaram não só as melhorias dos espaços, quer internos quer externos, já existentes, como também o acréscimo de uma lavandaria, duas garagens e um piso, que actualmente se destina à valência do A.T.L.
No ano de 2004, a Casa do Povo de Vila de Prado aposta na terceira idade, criando uma nova valência, um Centro de Dia. Este tinha o intuito de menorizar o isolamento dos idosos através da realização de actividades e da convivência entre gerações. Embora apontasse um nobre objectivo, o Centro de Dia encerrou no mesmo ano da sua fundação devido à falta de adesão, por parte dos utentes.
No ano de 2005, realizaram-se as eleições do corpo da Direcção da instituição que deram a presidência ao Sr. Armandino Araújo de Carvalho.
No começo do ano de 2007, com o Sr. Armandino Carvalho na presidência, assiste-se a uma expansão da área geográfica da Casa do Povo, através da aquisição de um edifício "Casa das Escadinhas" com vista a responder às necissidades sociais existentes, nomeadamente na primeira infância culminado, no futuro próximo, com a implantação de uma creche. As obras de remodelação e modernização do edifício iniciaram no final de 2008, a valência da creche iniciou o seu funcionamento no ano lectivo de 2009.
Em 29 de Outubro, realizaram-se, nas instalações da Casa do Povo da Vila de Prado eleições da Direcção da instituição, para o triénio 2012/2015. Desta eleição resultaram a reeleição do mesmo corpo, mantendo o Sr. Armandino Araújo de Carvalho na presidência.
A actual Direcção tem novos projectos para a Casa do Povo da Vila de Prado, nomeadamente, a criação de uma valência de apoio domiciliário e a fundação de uma cooperativa de ensino.
Poder-se-á concluir que a Casa do Povo da Vila de Prado mantém-se fiel aos propósitos que deram origem à criação destas instituições, adaptando-se, no tempo, às novas realidades sociais emergentes de modo a fomentar o desenvolvimento e o bem-estar de toda a comunidade local.

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